*Onde o interior encontra o horizonte* Entre a paisagem e o habitar, este projeto propõe uma nova leitura de morar. A união de duas unidades deu origem a uma laje de 440 m², onde a arquitetura de interiores redesenha a planta original para criar um espaço contínuo, fluido e profundamente acolhedor. Mais do que integrar ambientes, a proposta constrói uma narrativa espacial onde cada transição acontece de forma sutil, quase intuitiva. A materialidade é protagonista silenciosa. A madeira natural percorre o projeto, aquecendo e trazendo unidade. A pedra, com sua textura orgânica, introduz contraste e permanência. Sobre essa base, uma paleta neutra amplifica a luz e permite que o tempo e o uso revelem as camadas do espaço. As aberturas piso-teto em toda a área social permitem uma vista de 180 graus e diluem os limites entre interior e exterior. A paisagem do vale invade os ambientes, enquanto a luz natural percorre os espaços ao longo do dia, desenhando sombras, revelando volumes e transformando a atmosfera. Pensado para um casal que recebe a família com frequência, o projeto equilibra amplitude e intimidade com precisão. Áreas sociais generosas convidam ao encontro, enquanto espaços mais reservados acolhem com silêncio e conforto. Aqui, o luxo não se impõe, ele se revela na medida, na escolha dos materiais, na forma como a luz toca as superfícies e na maneira como o espaço convida a permanecer. Um apartamento que, sem excessos, traduz a essência de uma casa: aberta, viva e feita para ser habitada.